Analogia de Cristo e o profeta Daniel, Gerson Santana

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Vamos aqui traçar uma analogia entre Daniel e Jesus Cristo.
A primeira coincidência é que ambos eram da tribo de Judá.
Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e
Azarias. (Daniel 1:6 RA).

A segunda coincidência é que em ambas as épocas Israel e Judá,
encontravam-se sob o domínio de outros povos.

No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio
Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou. O Senhor lhe
entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da
Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do
seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus. (Daniel 1:1-2 RA).

Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando
toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro
recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos
iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da
Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi,
chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de
alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles
ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho
primogênito, enfaixou -o e o deitou numa manjedoura, porque não havia
lugar para eles na hospedaria. (Lucas 2:1-7 RA).

O nome Daniel significa “Deus é o meu juiz”. O nome Jesus significa
Javé salva. Mas, sabemos que o Senhor Jesus foi julgado em nosso
lugar. Deus Pai foi juiz de Seu próprio Filho condenando-o em nosso
lugar.

Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o
seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa. (Jeremias 23:6
RA)

Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; ela
será chamada SENHOR, Justiça Nossa. (Jeremias 33:16 RA).

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que,
nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Coríntios 5:21 RA)

Tanto Daniel como Jesus mantiveram-se castos.
Podemos inferir que Daniel era eunuco, pois para servir na Corte da
Babilônia essa era uma regra. Jesus jamais se contaminou.

Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns
dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, (Daniel
1:3 RA)

Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este
conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de
nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a
si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto
para o admitir admita. (Mateus 19:11-12 RA)

Daniel era eunuco por causa do reino e por causa dos homens, Jesus era
eunuco por causa do reino. Também Paulo se fez eunuco por causa do
reino.

Tanto Daniel como Jesus eram perfeitos e sábios, fisicamente. E eram
da linhagem real.

Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns
dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens
sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria,
doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes
para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a
língua dos caldeus. (Daniel 1:3-4 RA).

E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos
homens. (Lucas 2:52 RA).
Daniel fez firme propósito de não se contaminar com o mundo “a
Babilônia”, assim também o Senhor Jesus, também, nunca se deixou
contaminar pelas coisas do mundo.

Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias
do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos
eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. (Daniel 1:8 RA).

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse
deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não
fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. (João
18:36 RA)

Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não
são do mundo, como também eu não sou. (João 17:14 RA).

Daniel fazia voto de nazireu para estar em íntima comunhão com Deus.

Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha
boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas
inteiras. (Daniel 10:3 RA)

Jesus, após a última Páscoa tornou-se um nazireu.

Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando -o, o partiu, e o
deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A
seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos,
dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da
nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da
videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino
de meu Pai. (Mateus 26:26-29 RA)

Assim como o Senhor Jesus, Daniel era profeta.

Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti,
em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu
lhe ordenar. (Deuteronômio 18:18 RA).

Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta
Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), (Mateus 24:15 RA).

Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico,
cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze
-o também aqui na tua terra. E prosseguiu: De fato, vos afirmo que
nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. (Lucas 4:23-24 RA)

Tanto Daniel como o Senhor Jesus se distinguiam por ter um espírito excelente.

Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas,
porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em
estabelecê-lo sobre todo o reino. (Daniel 6:3 RA)

tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente
nome do que eles. (Hebreus 1:4 RA)

Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente,
quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base
em superiores promessas. (Hebreus 8:6 RA).

Daniel foi estabelecido como governador (rei) do império Babilônico, e
Jesus como o Rei dos reis.

Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes
presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia,
como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia.
(Daniel 2:48 RA)

Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o
Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados,
eleitos e fiéis que se acham com ele. (Apocalipse 17:14 RA)

Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR
DOS SENHORES. (Apocalipse 19:16 RA)

Eles tinham o espírito, o tempo todo, voltado para o Espírito.

Tinha Daniel três companheiros, assim como Jesus tinha entre Seus
discípulos três que Lhe eram mais achegados.

Os três parceiros de Daniel eram: Hananias, Misael e Azarias. Os três
companheiros do Senhor Jesus eram: Pedro, João e Tiago.

Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele
revelaria ao rei a interpretação. Então, Daniel foi para casa e fez
saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que
pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que
Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da
Babilônia. (Daniel 2:16-18 RA).

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e
João e os levou, em particular, a um alto monte. (Mateus 17:1 RA).

Assim como ao Senhor Jesus a Daniel foi concedida a graça de revelar
os mistérios de Deus.

Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai,
é quem o revelou. (João 1:18 RA)

Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a
fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos
sábios da Babilônia. Então, foi revelado o mistério a Daniel numa
visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu. (Daniel 2:18-19 RA).

Assim como o Senhor Jesus, Daniel jamais temeu diante da adversidade.
Mesmo estando condenado à morte mostraram fé, confiança e fidelidade a
Deus.

Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram
a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos. Então,
Daniel falou, avisada e prudentemente, a Arioque, chefe da guarda do
rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia. E disse a
Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei?
Então, Arioque explicou o caso a Daniel. Foi Daniel ter com o rei e
lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação.
Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e
Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do
céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não
perecessem com o resto dos sábios da Babilônia. (Daniel 2:13-18 RA).

Tanto Daniel como o Senhor Jesus sempre cumpriam a vontade de Deus.

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim
a vontade daquele que me enviou. (João 6:38 RA)

Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei
exige, nem encantadores, nem magos nem astrólogos o podem revelar ao
rei; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber
ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e
as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas:
(Daniel 2:27-28 RA).

Tanto Daniel como o Senhor Jesus estavam em constante oração.

Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados
de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste;
antes, três vezes por dia, faz a sua oração. (Daniel 6:13 RA)

Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas
súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto,
por amor do Senhor. (Daniel 9:17 RA)

Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, que
eu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente,
voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde. (Daniel 9:21 RA)

E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. (Marcos 6:46 RA)

Então, foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a
seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou orar. (Marcos
14:32 RA)

Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando
consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar.
(Lucas 9:28 RA)

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca
esmorecer: (Lucas 18:1 RA)

Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou
dormindo de tristeza, (Lucas 22:45 RA)

Tanto o Senhor Jesus como Daniel (figuradamente) desceram a sepultura
e dela saíram vitoriosos.

Daniel desceu à cova dos leões e figurativamente venceu a morte, isto
é, o poder da morte não o venceu. Assim, também, Jesus foi sepultado,
mas os grilhões da morte não O puderam reter.

Tanto a cova em que Daniel estava como o sepulcro do Senhor Jesus
foram fechados por uma pedra e lacrados.

Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos
leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente
serves, que ele te livre. Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca
da cova; selou -a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus
grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel. Então, o rei
se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou
trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à
cova dos leões. Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz
triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o
caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido
livrar-te dos leões? Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive
eternamente! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões,
para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência
diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. (Daniel
6:16-22 RA).

Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro
como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando
a pedra e deixando ali a escolta. (Mateus 27:65-66 RA)

Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo,
levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida
do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões
com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando
os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os
mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de
como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, (Lucas 24:1-6 RA).
Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão
aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os
quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós
mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e
presciência de Deus, vós o matastes, crucificando -o por mãos de
iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da
morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. (Atos
2:22-24 RA).

Tanto Daniel como o Senhor Jesus não temeram a morte. Daniel ao saber
que sua morte estava decretada, não entrou em pânico, não temeu o que
lhe podia fazer o rei. Entrou em seu quarto e orou como costumava
fazer.

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em
sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado
de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava
graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. (Daniel 6:10 RA).

Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me
desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.
(João 12:27 RA).

Cristo é o profeta mais excelente, porque, Ele não é só profeta é Senhor e Rei.

Daniel é apenas uma das figuras do Senhor Jesus, assim como o são
Isaque, José, Moisés e tantos outros. Muito podemos aprender desses
santos homens.

Que o Senhor nos conceda a graça para que a nossa fé não esmoreça, que
a chama do Espírito jamais se apague em nós.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

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1 Response to Analogia de Cristo e o profeta Daniel, Gerson Santana

22 de janeiro de 2012 23:28

Olha aí um bom material de estudo e pesquisa, produzido por um de nossos dirigentes de Ensino local, o Diácono Gerson Santana. Deus abençoe a ti meu querido irmão!

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